João Antunes Bártolo

João Antunes Bártolo: «Reconstruir com Esperança um Novo Futuro»

Não restam já dúvidas de que uma NOVA ERA pós Covid-19 vai emergir logo que amortecido o impacto da hecatombe que nos atingiu a uma escala global.

Temos já certamente todos a noção de que a que ponto o edifício sobre o qual a SOCIEDADE HUMANA veio evoluindo e se estruturou, relacionou e conviveu sairá destes tempos fragilizada .

Diferente de outras pandemias devastadoras que a História regista, acontece esta em simultâneo com transformações já de si radicais pelo rasgar de novos horizontes que o desenvolvimento tecnológico, nas décadas recentes, veio introduzindo na actividade humana.

Com a internet, a computação e a exploração das imensas possibilidades que a sua utilização e generalização veio proporcionando – desde a disponibilização imediata de fontes inesgotáveis de informação, até  à capacidade de processamento quase imediato de dados, com algoritmos que penetram as distâncias mais profundas do conhecimento – com todo este arsenal de ferramentas que já hoje nos acompanha, o mundo tornou-se, simultaneamente, mais global e mais próximo.

Todos, em qualquer ponto do nosso planeta, passámos a ter como vizinhos todos os outros, a quem podemos olhar os sorrisos ou lágrimas – não ainda tocar.

A inteligência agora introduzida nos nossos processos industriais e nas cadeias de produção, a reformulação dos conceitos de logística, tudo isto segue já em passo acelerado penetrando todos os campos da actividade humana. Tarefas até agora repetidas em organizações estabelecidas de há muito e  estabilizadas irão extinguir-se.

Novas organizações, exigindo novos domínios de conhecimento, estão em desenvolvimento acelerado, fazendo apelo a novas competências a um ritmo que tem sido, pela exiguidade dos recursos humanos por enquanto adequadamente preparados, um elemento frenador  deste movimento transformador.

É neste confronto de um ANTES de que vínhamos progressivamente saindo, e um FUTURO que já antecipávamos como INEVITÁVEL, que o COVID-19, invisível, insidioso, mas dramaticamente célere e penetrante, nos atinge.
São tempos em que, simultaneamente, o melhor e o pior que existe na condição humana se liberta, emergindo por vezes com frontalidade chocante.

À semelhança dos grandes movimentos tectónicos que a história geológica do nosso planeta – contada por milhões de anos – em que as grandes placas se entrechocaram, redesenhando a geografia chegada aos nossos dias, é este o tempo, inesperado e brutal, que nos desafia a RECONSTRUIR NO IMEDIATO SALVANDO O POSSÍVEL DE VIDAS, ESTABELECER CONDIÇÕES DE SOBREVIVÊNCIA DOS MAIS FRÁGEIS, fazendo já APELO AO NOVO FUTURO – que julgávamos até agora poder ir conquistando de forma progressiva, mais ou menos ordenada, com uma ECONOMIA aberta e competitiva.

RECONSTRUIR A ESPERANÇA NO FUTURO é pois, sem dúvida, o exercício vital que, nos tempos pesados que atravessamos, de nós se exige, e no qual SAÚDE e ECONOMIA são pilares centrais da equação a resolver.

Há todavia e também que ter a ESPERANÇA de que no RECONSTRUIR DOS NOVOS TEMPOS de que teremos que ser  capazes, o melhor vença decantado das  fraquezas e egoísmos que, não poucas vezes , empobreceram o caminho andado.

Será por certo importante que, na urgência do momento, sejam adoptadas as medidas exigidas que  minimizem o pesadelo em que vivemos. Todavia, também como REFERÊNCIA CARDINAL, importa que saibamos afirmar a nossa CONFIANÇA NA PREVALÊNCIA DOS VALORES QUE HÃO DE FORMATAR UM FUTURO NO QUAL PORTUGAL CAIBA .

ESPERANÇA da qual o FAE , a sua DIREÇÃO e os seus MEMBROS,  enquanto LÍDERES DA COMUNIDADE EMPRESARIAL, poderão/ irão assumir-se como PROTAGONISTAS activos.

São, aliás ,já sinais de vitalidade do nosso FAE os contributos de associados nossos e de outros membros destacados da COMUNIDADE EMPRESARIAL que têm sido acolhidos e divulgados pelos “posts” regularmente enviados.
O FAE saberá dizer PRESENTE na RECONSTRUÇÃO DO FUTURO .

Lisboa, 06 de abril de 2020

João Antunes Bártolo

Engenheiro

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