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Pedro Duarte: «O futuro chegou depressa»

A premissa de que viveremos num mundo diferente no pós-COVID-19 tornou-se consensual. Não discordo. Mas creio que esta pandemia será muito mais um “acelerador” do que um “ponto de viragem” nas nossas vidas.

Este susto coletivo (e a consequente crise) está a impor um conjunto de mudanças que, em boa verdade, já se encontravam no “pipeline”. O ponto é que esta pandemia transformou “anos” em “semanas”.

A transição para o digital, a adoção de novos hábitos de consumo e um novo sentido comunitário eram mudanças a dar os primeiros passos. E que agora se irão impor a grande velocidade.

Este será o ponto crítico para as organizações e para cada um de nós, enquanto indivíduos: capacidade de adaptação rápida. É assim inevitável recorrer ao gasto chavão de que esta crise pode muito bem ser uma grande oportunidade. Desde que saibamos incorporar três variáveis decisivas: Se nos soubermos adaptar rapidamente a um novo mundo em que a tecnologia é uma ferramenta extraordinária que nos pode ajudar a viver muito melhor. Se soubermos valorizar os aspetos da nossa vida social que são realmente determinantes da felicidade e bem-estar. E, finalmente, se soubermos perceber que a competição é um meio notável para gerar valor e inovação, mas que, no fim do dia, só nos realizaremos plenamente se vivermos numa comunidade justa, equilibrada e com sentido ético.

Estes princípios valem para a nossa vida pessoal e valem para a vida das nossas empresas.

O futuro chegou mais cedo do que esperávamos!

Lisboa, 16 de abril de 2020

Pedro Duarte

(CELA) Microsoft

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